Mostrando postagens com marcador Vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vida. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Prazer Pela Metade



Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de
sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha
frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido - uma só. Quanto mais
sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade
que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem
cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente
quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano. A vida anda
cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade. A
gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste
aos bombons. Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é
difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser
rotulada de 'fácil'). Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não
desperdiçar os recursos do planeta. Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas
tem medo de fazer papel ridículo. Tem vontade de ficar em casa vendo um
DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar. E por aí vai.

Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em
passar na vida sem pegar recuperação... Aí a vida vai ficando sem tempero,
politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente
vai ficando melancolicamente sem tesão. Às vezes, dá vontade de fazer tudo
'errado' - deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e
os 10 mandamentos. Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí
pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e
meias porções.

Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma
frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não
agora'.
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem,
podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores,
vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o
coração saciado. Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora. Por
isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de coco, um sofá
pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o
Clive Owen embrulhado pra presente - não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Modo de Usar-se




"Coitada, foi usada por aquele cafajeste". Ouvi essa frase na beira da praia, num papo que rolava no guarda-sol ao lado. Pelo visto a coitada em questão financiou algum malandro, ou serviu de degrau para um alpinista social, sei lá, só sei que ela havia sido usada no pior sentido, deu pra perceber pelo tom do comentário. Mas não fiquei com pena da coitada, seja ela quem for.

Não costumo ir atrás desta história de "foi usada". No que se refere a adultos, todo mundo sabe mais ou menos onde está se metendo, ninguém é totalmente inocente. Se nos usam, algum consentimento a gente deu, mesmo sem ter assinado procuração. E se estamos assim tão desfrutáveis para o uso alheio, seguramente é porque estamos nos usando pouco.

Se for este o caso, seguem sugestões para usar a si mesmo: comer, beber, dormir e transar, nossas quatro necessidades básicas, sempre com segurança, mas também sem esquecer que estamos aqui para nos divertir. Usar-se nada mais é do que reconhecer a si próprio como uma fonte de prazer.

Dançar sem medo de pagar mico, dizer o que pensa mesmo que isso contrarie as verdades estabelecidas, rir sem inibição – dane-se se aparecer a gengiva. Mas cuide da sua gengiva, cuide dos dentes, não se negligencie. Use seu médico, seu dentista, sua saúde.

Use-se para progredir na vida. Alguma coisa você já deve ter aprendido até aqui. Encoste-se na sua própria experiência e intuição, honre sua história de vida, seu currículo, e se ele não for tão atraente, incremente-o. Use sua voz: marque entrevistas.
Use sua simpatia: convença os outros. Use seus neurônios: pra todo o resto.

E este coração acomodado aí no peito? Use-o, ora bolas. Não fique protegendo-se de frustrações só porque seu grande amor da adolescência não deu certo. Ou porque seu casamento até-que-a-morte-os-separe durou "apenas" 13 anos. Não enviuve de si mesmo, ninguém morreu.

Use-se para conseguir uma passagem para a Patagônia, use-se para fazer amigos, use-se para evoluir. Use seus olhos para ler, chorar, reter cenas vistas e vividas – a memória e a emoção vêm muito do olho. Use os ouvidos para escutar boa música, estímulos e o silêncio mais completo. Use as pernas para pedalar, escalar, levantar da cama, ir aonde quiser. Seus dedos para pedir carona, escrever poemas, apontar distâncias. Sua boca pra sorrir, sua barriga para gerar filhos, seus seios para amamentar, seus braços para trabalhar, sua alma para preencher-se, seu cérebro para não morrer em vida.

Use-se. Se você não fizer, algum engraçadinho o fará. E você virará assunto de beira de praia.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O Mal do Século




Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar:
"Digam o que disserem, o mal do século é a solidão".
Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido facilmente, alguém duvída?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.

Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!" , "Eu sou pra casar!" até a desesperança da "Nasci pra ser sozinho!" Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo uma solteirona infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse à oportunidade de um sorriso a dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que seu problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém:
"vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

domingo, 4 de janeiro de 2009

Agora, em Silêncio!




Sabe, acho que ninguém vai entender. Ou, se entender, não vai aprovar. Existe em nossa época um paradigma que diz: enquanto você me der carinho e cuidar de mim, eu vou amar você. Então, eu troco o meu amor por um punhado de carinho e boas ações. Isso a gente aprende desde a infância: se você for um bom menino, eu vou lhe dar um chocolate. Parece que ninguém é amado simplesmente pelo que é, por existir no mundo do jeito que for, mas pelo que faz em troca desse amor. E quando alguém, por alguma razão muito íntima, pára de dar carinho e corre para bem longe de você? A maioria das pessoas aperta um botão de desliga-amor, acionado pelo medo e sentimentos de abandono, e corre em direção aos braços mais quentinhos. E a história se repete: enquanto você fizer coisas por mim ou for assim eu vou amar você e ficar ao seu lado porque eu tenho de me amar em primeiro lugar. Mas que espécie de amor é esse? Na minha opinião, é um amor que não serve nem a si mesmo e nem ao outro.
Eu também tenho medo, dragões aterrorizantes que atacam de quando em quando, mas eu não acredito em nada disso. Quando eu saí de uma importante depressão, eu disse a mim mesma que o mundo no qual eu acreditava haveria de existir em algum lugar do planeta! Haveria de existir! Nem que este lugar fosse apenas dentro de mim... Mesmo que ele não existisse mais em canto algum, se eu, pelo menos, pudesse construi-lo em mim, como um templo das coisas mais bonitas que eu acredito, o mundo seria sim bonito e doce, o mundo seria cheio de amor e eu nunca mais ficaria doente. E, nesse mundo, ninguém precisa trocar amor por coisa alguma porque ele brota sozinho entre os dedos da mão e se alimenta do respirar, do contemplar o céu, do fechar os olhos na ventania e abrir os braços antes da chuva. Nesse mundo, as pessoas nunca se abandonam. Elas nunca vão embora porque a gente não foi um bom menino. Ou porque a gente ficou com os braços tão fraquinhos que não consegue mais abraçar e estar perto. Mesmo quando o outro vai embora, a gente não vai. A gente fica e faz um jardim, um banquinho cheio de almofadas coloridas e pede aos passarinhos não sujarem ali porque aquele é o banquinho do nosso amor, o nosso grande amigo. Para que ele saiba que, em qualquer tempo, em qualquer lugar, daqui a quantos anos, não sei, ele pode simplesmente voltar, sem mais explicações, para olhar o céu de mãos dadas. No mundo de cá, as relações se dão na superfície. Eu fico sobre uma pedra no rio e, enquanto você estiver na outra, saudável, amoroso e alto-astral, nós nos amamos. Se você afundar, eu não mergulho para te dar a mão, eu pulo para outra pedra e começo outra relação superficial. Mas o que pode ser mais arrebatador nesse mundo do que o encontro entre duas pessoas? Para mim, reside aí todo o mistério da vida, a intenção mais genuína de um abraço. Encontrar alguém para encostar a ponta dos dedos no fundo do rio - é o máximo de encontro que pode existir, não mais que isso, nem mesmo no sexo. Encostar a ponta dos dedos no fundo do rio. E isso não é nada fácil, porque existem os dragões do abandono querendo, a todo instante, abocanhar os nossos braços e o nosso juízo. Mas se eu não atravessar isso agora, a minha arte será uma grande mentira, as minhas histórias de amor serão todas mentiras, o meu livrinho será uma grande mentira porque neles o que impera mais que tudo é a lealdade, feito um Sancho Pança atrás do seu louco Dom Quixote, é a certeza de existir um lugar, em algum canto do mundo, onde a gente é acolhido por um grande amigo. É por isso que eu tenho de ir. E porque eu não quero passar a minha existência pulando de pedra em pedra, tomando atalhos de relações humanas. Eu vou mergulhar com o meu amigo, ainda que eu tenha de ficar em silêncio, a cem metros de distância. Eu e o meu boneco de infância, porque no meu mundo a gente não abandona sequer os bonecos que foram nossos amigos um dia. Agora em silêncio, tentando ensinar dragões a nadar.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Recíproca da Borboleta


Pois então que eu acho mesmo que a gente nasce e passa por essa vida, seja em breve ou longa empreitada, por certos propósitos muito particularmente relevantes. Vejam-me vocês, eu que lhes falo agora, nascida de um galho de pé de carambola em época de frutos explodindo, polpudos e muito amarelos. Nasci prima dessas frutas, nasci com a mesma cor e mesma vontade de ser estrela. Mas ao invés daquela pose gloriosa de cinco quinas das carambolas enormes, assaltou-me a descoberta de que eu podia erguer-me acima da copa da grande árvore, aproximando-me ainda mais que minhas primas de nossos intuitos estelares.

A descoberta foi tão boa que minha vida agora tinha esse sentido: mancomunar-me com o vento vadio e sair voando por aí. Mas bicho que voa, não sei se lhes cabe saber, não fica bitolado em intuitos pequenos, não. E logo o vento boêmio começou a trazer notícias de terras longínquas, além de que à tardinha, nos fios das redondezas, amontoavam-se uns pardais cheios de história. Convenhamos que uma boa parte do que aqueles bichos despeitados piavam devia ser bem um bocado de invenções, eles que queriam me matar de inveja de seus vôos mais altos, mais distantes. Problema não havia. Por mais audacioso que lhes fosse o vôo, quem tinha a cor do sol nas asas, sem nem precisar chegar tão perto, era eu. Mas, desavenças à parte, começou a despontar em mim uma vontade pungente de lonjuras, e um dia acabei levando prosa mais longa com o vento e saí voando de um jeito que nem sei explicar, que não tinha contagem de tempo. Era acima o cortinado azul e abaixo aquele tapete verde, verde, verde, cinza... cinza? Estaquei dando baita susto no vento, fui descendo em espiral tremelicante, ansiosa feito o diabo.

Era uma selva de pedra, meu deus. Com umas centenas de sequóias de concreto e um formigueiro de gente, circulando em seu fluxo constante, massa homogênea de quereres pré-definidos. E é exatamente aqui que isso tudo que lhes disse vira pura conversa fiada, pois se cumpriu meu propósito particularmente relevante: mergulhei naquele mar de gente e rocei nos cabelos de um garoto, que, ao notar-me, aborreceu todas as outras pessoas, obrigadas a desviarem-se daquela pecinha subversiva atrapalhando o fluxo. Ah, mas que grande epifania aquela troca, e eu bailava no feixe invisível de seu olhar, encimado por sobrancelhas fartas, unidas, expressivas.

O que fazia ali, sozinho? De onde viera? Nada sei sobre pessoas, apenas que aquele exemplar estava muito meu, e que aqueles modos de me olhar me faziam muito dele. Garoto, diga a verdade pra mim, confessa que você na verdade é todo assim feito de jatobá, alma de madeira nobre, porque só isso explica o meu desejo doido de me virar em pupa de novo, só pra me dependurar atrás da sua orelha e lá ficar. Ficar lá protegendo feito amuleto, pra sempre.

Mas acontece que pra sempre de borboleta é curto demais, e gente tem uma mania meio irritante de encontrar conhecido na rua e o despertar com trivialidades. Além disso, acho que todo mundo sabe que destino adora dramatizar o ato, e minha poeirinha final de vida se esvaía no meio de seu “tudo bem” devolvido.

Saiba que foi de propósito que subi até confundir-me com o sol. Naquele dia eu não cabia mais em mim, nem em palma de mão alguma: eu era estrela de quinta grandeza, e você me orbitava feito planeta errante buscando calor. Adeus, adeus, meu querido garoto.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Manual da Vida





Observando a vida penso que tudo poderia ser mais fácil se existisse um manual de como se viver, se em suas páginas trouxesse detalhadamente a maneira mais acertada de utilizarmos nosso tempo e conseqüentemente de vivermos. Um manual que nos ensinasse a brincar ativamente na infância, a ouvir o conselho dos pais, e a não se preocupar em ficar mais velho logo. Poderia nos ensinar também que a rebeldia da adolescência é desnecessária, que passear com os pais é tão bom quanto passear com os amigos e que o mundo não vai acabar por não termos o tênis da moda. Uma informação importantíssima seria mostrar valor do saber, muito mais que a obtenção de um mero diploma. Como seria bom se um capítulo deste manual nos mostrasse que as pessoas são únicas, são diferentes, e que essa diferença é que faz a riqueza da humanidade, e o quanto seria importante respeitar essas diferenças. Para que ele fosse completo poderia nos ensinar a cuidar de nossos filhos com carinho, com respeito e acima de tudo preparando-os de forma correta para a vida. E para finalizar, que esse manual nos ensinasse a conviver com os sinais do tempo, nos mostrasse o valor de toda a experiência e sabedoria acumulada na vida, que os cabelos ficam brancos para demonstrar que a mente está mais iluminada que antes. Infelizmente esse manual não existe, e mais triste ainda é constatar que se ele existisse não acreditaríamos nele, provavelmente nem o leríamos, pois não acreditamos verdadeiramente naquilo que pode tornar nossa vida mais fácil. A única experiência que realmente aceitamos é a nossa própria, a experiência da tentativa e erro, não a experiência passada através do conhecimento do outro. Acabamos por escrever um manual inteiramente próprio, um manual de como se viver bem, de como ser feliz, de como não desperdiçar os momentos mágicos da vida, e que por ironia só o compreendemos quando a vida já se passou.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Tudo Mudou




E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib, Que virou silicone

A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM

A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou musse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service

A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD

Afita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email

O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também

O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis

Polícia e ladrão virou counter strike

Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato

Chico sumiu da FM e tv

Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!

A maconha é calmante

O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.

Inclusive de notar essas diferenças.

(Luiz Fernando Veríssimo)

domingo, 26 de outubro de 2008

As Walkírias

Pega meu corpo de boneca
inflável
— língua nos meus dedos devagar.
Aproveita que não éramos
uma Penélope recalcada
que perdeu seu homem pra
uma feiticeira.
Nós éramos a feiticeira.
Pega meu corpo de boneca
inflável
— palavrões nos meus ouvidos.
Queríamos ser a
Maria Magdalena
pra ter a certeza
que conseguiríamos corromper
o cristo.
Nós éramos a prostituta.
Pega meu corpo de boneca
inflável
e me acaricia na nuca,
que eu não era uma
Camélia prostrada
e a Branca de Neve
que conhecemos era só
mais um vírus na internet.
Nós éramos a maçã.
Pega meu corpo de boneca
inflável
— me morde nas coxas.
Que eu não tinha as neuras
de Mrs. Dalloway
nosso dia nos possuía em 52h e
e no nosso cardápio
não entrava baratas.
Nós éramos as donas da casa.
Pega meu corpo de boneca
inflável
— me espanca, faz o que quiser.
Pois há muito estupraram o amor
e não havia nada
que sobrevivesse à cama,
nosso front, nossa trincheira,
com estratégias jamais reveladas
em revistas femininas.
Pega meu corpo de boneca
inflável
que não era hora de se pensar.
A cama
o transe
e o nada.
sucumbido ali no meu corpo:
um homem
como muitos outros homens.
E se por acaso você não me obedecesse
e me largasse sozinha por aí,
encontraria um outro dia
o sorriso sensual
da soberba indiferença,
que sacode os ombros e
dá as costas decotadas no
passo afirmado do salto.
Nós éramos Walkírias.
éramos guerreiras
nós éramos as Walkírias.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Arrisque!




Quantas vezes você já deu uma resposta automática a um convite levando em conta experiências anteriores das quais se lembrava?
E quantas vezes deixou de fazer coisas só porque já classificou aquilo entre as coisas que não são boas... e que você não gosta?

Já notaram como escolhemos as coisas pelas experiências que passamos e nos esquecemos de um pequeno detalhe que faz toda a diferença. Nada se repete exatamente da mesma maneira nem uma única vez... Mudamos nós... mudam as pessoas... mudam as energias de cada dia... e muda a combinação de todos esses fatores...
O tempo flui ininterruptamente trazendo a cada dia energias únicas, e que combinadas com nossos momentos podem fazer com que a mesma experiência que foi ruim em um dia seja boa no outro e vice-versa.

Por que será que insistimos tanto em repetir o “bom” e em repelir o “ruim” e nunca... ou quase nunca nos lembramos que o que foi bom ou ruim foi a combinação do nosso estado de ser com aquele determinado dia, com determinada configuração de fatos e de pessoas que fizeram aquelas experiências inesquecíveis ou... dignas de serem completamente apagadas...
Tentar repetir situações e evitar outras nos faz perder a maior parte do presente da vida.

Com a nossa mania de querer garantias quase nunca nos permitimos experimentar o novo que vem em cada dia... e muito menos dar uma chance a nossa intuição... ao caminho do coração.
Em vez disso... a qualquer convite do dia já respondemos automaticamente levando em conta nosso infindável arquivo de experiências passadas que, consciente ou inconscientemente, continuam filtrando as nossas escolhas.

Às vezes fico pensando que a cada dia deveríamos arriscar dar um salto no desconhecido...
Abandonar tudo que sabemos que gostamos ou não... e experimentarmos coisas como se as tivéssemos conhecendo pela primeira vez... sem o crivo da razão e, tendo como guia o coração... seguir caminhos que sejam indicados, mesmo que isso represente fazer coisas que nunca imaginamos poderíamos fazer.

Na realidade, sempre vivemos tudo pela primeira vez se levarmos em conta toda a combinação de energias únicas de cada momento... mas a nossa disposição de acreditar que aquilo é uma repetição... que foi boa ou ruim... nos faz perder essa oportunidade mágica... dia após dia... ano após ano... E assim a vida corre plena de possibilidades que passam por nossos olhos... filtradas por óculos de velhas experiências e crenças que não nos deixam enxergar o fluir do novo...

Uma gama enorme de possibilidades está ao nosso alcance e nos nem percebemos...

Já pensou entrar em um novo dia... e, quando chegar a hora de escolher o que vai fazer, você se esquecesse do que gosta e do que não gosta e se deixasse guiar pela intuição... Experimentar olhar com olhos diferentes para tudo, se abrindo para os sinais do Universo...
Trocar o caminho já tão percorrido... que nossas memórias guardam, por caminhos abertos por uma pessoa nova... que tem coragem de seguir o coração e ir com Ele até o fim...

O Universo se comunica com a gente o tempo todo... nós é que às vezes damos pouco espaço para ouvir o que Ele está nos falando... porque já temos todas as respostas prontas no subconsciente.

Quem nunca se surpreendeu ao ir a um lugar que não queria, porque sabia que não gostava e, meio forçado teve que ir e acabou gostando muito?

Eu já... assim como também já repeti muitas coisas só porque gostei muito... e não consegui mais encontrar aquele sabor que me fez colocar aquelas coisas entre as que gosto.

Será que conseguiríamos viver sem essas intermináveis listas do que gostamos ou não e teríamos coragem de dar uma chance para estar desprevenidos diante de um novo dia... Desprevenidos mesmo... como se tivéssemos uma amnésia passageira e pudéssemos usar, como bússola para nos guiar, somente a nossa intuição.
Talvez o novo que tanto esperamos já esteja aí e nós não o experimentamos porque estamos presos ainda a toda essa carga que nos faz escolher as coisas pelo passado...

A chave está em nossas mãos... o novo está diante de nós... por que não arriscar?

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O Novo Gosto




Qual o verdadeiro sentido do novo gosto?


Em meio a frases crifradas percebo que aos poucos e começo a criar um novo "gosto" para a vida, vejo que meus bloqueios aos poucos vão se dissipando, e encontro um novo sentido, um novo gosto. Tudo isso veio atráves de uma grande "ajuda" ou quem sabe de um gande abrir de olhos, quando temos algumas decepções na vida decidimos, por uma questão de instinto e proteção, nos bloquear, não por completo mas em certos assuntos e aspectos que nos magoaram muito em outras fases da vida, e reconheço que isso nem sempre faz bem à nós, pois abre e fecha portas para várias possibilidades, fecha pois decidimos que não queremos mais nos envolver com pessoas, com trabalho ou simplesmente com coisas que sabemos que nos deixam mal, então nos fechamos... abre portas porque resolvemos focar em outros objetivos, em outras metas decidimos ficar mais brutos e nos concentrar em nossas tarefas afim de fugir da realidade ou até mesmo da verdade, claro para nós meros mortais é muito mais fácil fugir do que não queremos ver, mais ainda de não querer enfrenta a verdade ou os nossos principais medos de frente, e lutar por eles, é mais fácil jogarmos tudo dentro de uma gaveta, fecha-lá e deixar lá esquecido como se fosse um velho álbum de recordação que só nos trás dúvidas e lembranças as quais fazemos o maior esforço para esquece-las, é muito melhor jogá-las ao vento e deixar que a brisa primaveril as leve e rezamos em prece forte para que o destino, na próxima primavera, não as traga de volta, mas tenho de admitir que apesar de fazermos tudo isso lá no fundo do nosso verdadeiro eu temos a certeza de que as coisas não funcionam bem assim e que um dia num piscar de olhos elas voltam revirando tudo que foi arrumado e estratégicamente recolocado em seu lugar, chega com um vendaval de uma grande tempestade que se aproxima e sem nem mesmo pedir-nos licença revira tudo, como uma papelada deixada sobre a mesa, ai você percebe que por um mero discuido seu, você havia deixado a janela aberta e que agora você sabe que diante de tal fato será um trabalho muito arduo reorganizar tudo novamente como você havia organizado, ou até mesmo idealizado. Ai me paro a refletir nesse acaso e me pergunto em silêncio... será que foi descuido meu ou foi decisão do destino achando que já era hora do passado virar realmente passado e o presente começar a abrigar o seu novo lar? pois sabemos que se desfazer das coisas do passado não é tão simples assim ainda mais quando elas permaneceram por anos em sua vida como uma marca, uma identidade, resolvo então pensar que foi culpa de ambos, minha porque não tranquei minha janela como deveria, do destino porque ele sabe a hora certa em que as coisas devem acontecer afinal ele é o senhor do tempo e das coisas, mas digo a você bem que ele poderia ter batido na janela e perguntado a mim se estava disposta a aceitar o que chamo hoje de "o novo gosto"... mas ai vem em minha mente um pensamento que tenho certeza que antes dele tomar esta brusca atitude o destino pensou:"Se eu perguntar a ela se ela se encontra disposta a aceitar o novo gosto que a trago tenho a absoluta certeza de ela irá me responder que não que no momento encontra-se fechada para visitações hehe então sabendo de sua resposta decido invadir para renovar os ares e dar-lhe mais alegrias e lhe mostrar que a vida não é feita apenas de trabalho, estudos e outros afins, quero mostrar-lhe que uma nova brisa está chegando, um novo gosto se aproxima e que sua vida pode se alegrar em apenas um toque... o toque do sorriso cativante que lhe trago, tenho certeza de que ela nunca esquecerá dele." Depois de bater um papo com meu destino, sim pois precisava entender tal atitude sua, precisava esclarecer algumas pendências e perguntar sobra quais eram suas reais intenções... ou pensa o destino que é só chegar assim mandando e revirando tudo que eu vou aceitar sem nem ao menos dar um pitaco, hã doido ele pensar nisso, e como se não me conhecesse, ele aceitou a proposta de imediato, então juntos saimos em uma viajem para reavaliar os antigos acontecimentos e as novas perspectivas, demos uma ajeitada na bagunça, uma limpada numas coisas que andavam empoeiradas, e uma renovada nos conceitos, após tamanha faxina ele decide me mostrar as coisas novas que me trazia e confesso que fiquei surpresa com que via, as possibilidades eram muitas as coincidências eram demais, as palavras soavam como música, ou melhor como embalo de uma melodia tipo daquelas que você não se cansa de escutar, contou-me do seu ponto de vista em relação a nova bonança, após sua rápida análise me paro em pose de pensadora e começo a reavaliar muitas coisas que nos últimos meses vinham me cutucando e que sempre deixava para depois, provavelmente com um certo medo de enfrentá-las ou quem sabe com um certo medo de perde-lás de vez? bom sei que resolvi colocar tudo em cima da mesa e organizar o que ia para o lixo e o que ficava comigo, após esta façanha resolvo limpar uma gaveta para poder colocar nela as coisas novas que vinham surgindo, as novas propostas, os novos amores, as novas conquistas, e quem sabe não dizer a nova vida e a velha forma de vivê-la pois de velho só restou a forma e as fórmulas que a tempos havia guardado com a intenção de esquecê-las, porque não voltar a ser a velha Bárbara, aquela que todos admiravam e procuravam como companhia, a festeira, a alegre, a que faz as pessoas rirem das suas maiores desgraças, a que fala bobagens nos momentos difíceis não por se uma pessoa fútil mas por ser uma pessoa que não aceita ver a tristeza estampada no rosto de seus poucos e melhores amigos, porque não tentar novamente? É Bárbara Johnson! Porque não tentar de novo, por medo? por dúvidas? por desencontros? não, acho que pelo simples fato de que agora você está se reencontrando novamente atráves de pessoas que estão fazendo despertar em você coisa que você havia esquecido ou guardado em meio a segredos e confetis de outros carnavais, ta mais do que na hora de você se abrir novamente para coisas que podem vir a dar certo e se não derem sei que você tira isso de letra como sempre tirou e nunca se esquecendo que se achar que é impossivel joga pra cima que Deus segura, o máximo que possa acontecer é cair em sua cabeça novamente, mas nada que lhe cause mal, como você mesmo diz a todos seus amigos "relaxa a vida é um morango" e é mesmo, basta você fazer dele azedo como a dúvida, a indiferença ou o medo... ou doce como a ternura, a beleza e a fascinação, deixe as besteiras de lado e bola pra frente não pense muito nas consequências pense que depois você decide o que faz com elas, viva o atual momento como se fosse o último raio de sol e aproveite cada minuto como se fosse uma estrela cadente que aparece de tempos em tempos ou como se fosse a última a aparecer em seu céu. Mostre que estás de volta mais bela, mais simples, mais cativante e que seus valores são seus e que nada nem ninguém pode competir contra eles pois você sabe que o que você possui é apenas seu e demais ninguém ,e volte a confiar no seu taco pois ele é valioso e precioso e que como você não tem igual tem apenas parecido, pois Deus faz uma forminha de cada um e depois de feita ele à joga fora. Cante mais, viva mais, ame mais, arrisque-se mais, grite mais, chore quando nescessário, busque quando preciso, procure quando se achar perdida, indague quando não souber, corra mais, caminhe, voe, flutue, dance, rodopie, brinque, se trabalhar cada coisinha dessas um pouquinho a cada dia seus dias serão mais serenos e sua vida mais doce. Não tenha medo de ser feliz, não tenha medo de fazer alguém feliz, cultive, cative, ame, apaixone-se, case-se, tenha filhos, e conclua seu caminho por mais arduo e difícil que tenha sido mas faça tudo isso com um belo sorriso no rosto e com a cabeça erguida sempre enfrentando a tudo e a todos com a maior das suas virtudes... a sua FELICIDADE. Você é o meu novo gosto!!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Mais um dia daqueleeeeees!

Quando era criança, costumava pensar, que quando eu crescesse eu ia ser uma grande pessoa, que as pessoas eram boas, e que eu devia acreditar nelas, que minha infância foi repleta de alegrias, doces, dias felizes.. as emoções, as aventuras os velhos amigos, enfim, parecia tudo tão perfeito.. Será mesmo que aproveitei?
Será que eu valorizei? Será que eu acreditei? que tudo seria melhor quando eu crescesse? E adulta eu fiquei, e hoje quero confessar que a infância me fascina...
E que eu daria tudo.... Pra ficar de novo pequenina!
Às vezes paro pra pensar na vida, e percebo, o quanto ela é passageira.
Não só ela, mas como os momentos vividos, as pessoas, os sentimentos, e percebo o quanto sou despercebida nela, escrever não é o melhor jeito de se expressar, mas não deixa de ser um jeito “bom”, só sabendo só entrando dentro do que venho a pensar.O incomodado mora do meu lado, e a insatisfação do outro, é tão ruim saber que você ta vivendo mal, mas o pior ainda é você ter que continuar vivendo assim até não saber quando. Vejo que tem lugares que não me pertencem, que as pessoas não me completam, que momentos não me satisfazem mais, e o prazer se tornou algo monótono, Felicidade depende sim, de fatos, acontecimentos, pessoas, porque delas que surgem os prazeres que nos proporcionam momentos bons, e consequentemente, felizes.
Mas claro, da pra ser feliz por si mesmo, mas é preciso de uma certa satisfação própria, independente.
Viver por viver não tem graça.
Deixar a vida virar um fluxo monótono não rola.
Quero uma historia real e não a inventada!
Quero um amor de verdade,e não um colocado!
Quero uma vida surpreendente, e não uma imaginada...

Porque acima de tudo a vida é mais bela pra quem está em baixo do que pra quem apenas enxerga de cima..

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Erupção de Pensamentos





Outro dia desses, eu comecei a pensar em muitas das coisas que aconteceram na minha vida, quando aconteceram e como aconteceram...foi aí que eu comecei a juntar tudo que havia acontecido com tudo que aprendi até hoje...percebi que todos nós temos a capacidade incomparável de decidir, de opinar em qualquer coisa que quisermos...eu vi as coisas irem mal e mal...E dessa maneira, cheguei à conclusão de que a única coisa que me manteria vivo era viver um prazer... algo diferente de "dor", que seria o combustível à manter a chama acesa...E os prazeres estão nas coisas em que depositamos nosso amor, nossa fé, nossa alegria...Num doce gostoso, numa noite de chuva, numa pessoa querida...


E hoje... ah ...

Hoje eu procuro simples e incansavelmente em todas as coisas que posso, tentando encontrar, com um pouquinho de sucesso, um gosto, um sabor, um prazer, uma vontade de ser cada dia mais feliz, e quando algumas pessoas tentam me atrapalhar, me deixando pra baixo, me fazem pensar por alguns momentos que nada que eu faça vai fazer com que a minah felicidade dure muito tempo. Primeiro vem aquela revolta que faz com que eu chingue até o Papa! Depois vem a tristeza, um sentimento de fraqueza, como se eu fosse incapaz de conseguir até a minha própria felicidade.


Eu sei que não adianta querer sem que o desejo seja inevitável, sem que se ame com toda força aquilo que se quer... não adianta querer e ter... é preciso cair, sofrer, chorar, doer... e doi pra caramba!


"Paciência... talvez seja a resposta..."


Não estou esperando a hora de agir...Tudo que fiz está feito (...), o que farei ainda é mistério...Mas, sem dúvida alguma, tudo que faço é por alguma coisa, por alguém... a hora, quem diz não sou eu... mas eu... eu tenho certeza que estou pronta, pra enfrentar o que está aqui, e tudo aquilo que está por vir!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Quero



Quero toda a Alegria que há
Quero Quadros Vermelhos
Quero Tudo que se tem pra trocar
Que seja verdadeiro...Dinheiro Não!

Barracos por casas
e histórias pra contar
Roupa bem lavada e um colo pra ninar!
Massa feita em casa, puro fado pra cantar
Paredes pintadas e um moço pra dançar

Quero pátria, Quero chão
Quero a massa, Quero a nação
Quero Sexo, Quero Paixão
Quero Arte, Quero Pão

Quero a Felicidade, Quero a Felicidade
Quero a Felicidade, Quero a Felicidade

Quero toda a Alegria que há
Quero Quadros Vermelhos
Quero Tudo que se tem pra trocar
Que seja verdadeiro...

Músicas por palmas
E a Beleza da canção
Redes Penduradas
E um bordado de coração

Um Namorado
E uma carta escrita a mão
Liberdade por nada
E a esperança que não morre não

Quero Preto, Quero Branco
Quero Beijo, Quero Tanto
Quero Família, Quero Amizade
Quero Leveza e Honestidade
Quero Maria, Quero João
Quero Igualdade, Indignação
Quero Verdade e Sabedoria
Pra Enfrentar o que nos desafia

Quero a Felicidade, Quero a Felicidade
Quero a Felicidade, Quero a Felicidade

Quero Amor, Quero Abraço
Quero Poesia, Esperança e Generosidade

Quero Igualdade!
Quero a Verdade!
Quero Amizade!

domingo, 3 de agosto de 2008

The Invitation




Não me interessa o que você faz para ganhar a vida.

Quero saber o que você deseja ardentemente, se ousa sonhar em atender aquilo pelo qual seu coração anseia.

Não me interessa saber a sua idade.

Quero saber se você se arriscará a parecer um tolo por amor, por sonhos, pela aventura de estar vivo.

Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com a sua lua.

Quero saber se tocou o âmago de sua dor, se as traições da vida o abriram ou se você se tornou murcho e fechado por medo de mais dor!

Quero saber se pode suportar a dor, minha ou sua, sem procurar escondê-la, reprimi-la ou narcotizá-la. Quero saber se você pode aceitar alegria, minha ou sua; se pode dançar com abandono e deixar que o êxtase o domine até a ponta dos dedos das mãos ou dos pés, sem nos dizer para termos cautela, sermos realistas, ou nos lembrarmos das limitações de sermos humanos.

Não me interessa se a história que me conta é a verdade.

Quero saber se consegue desapontar outra pessoa para ser autêntico consigo mesmo, se pode suportar a acusação de traição e não trair a sua alma. Quero saber se você pode ver beleza mesmo que ela não seja tão bonita todos os dias, e se pode buscar a origem de sua vida na presença de Deus. Quero saber se você pode viver com o fracasso, seu e meu, e ainda, à margem de um lago, gritar para a lua prateada: ‘Posso!’

Não me interessa onde você mora ou quanto dinheiro tem.

Quero saber se pode levantar-se após uma noite de sofrimento e desespero, cansado, ferido até os ossos, e fazer o que tem de ser feito pelos filhos.

Não me interessa saber quem você é e como veio parar até aqui.

Quero saber se você ficará comigo no centro do incêndio e não se acovardará.

Não me interessa saber onde, o quê, ou com quem você estudou.

Quero saber o que o sustenta a partir de dentro, quando tudo o mais desmorona.

Quero saber se consegue ficar sozinho consigo mesmo e se, realmente, gosta da companhia que tem nos momentos vazios.

O Jardineiro Orgânico





O jardineiro orgânico não pensa em jogar fora o lixo. Ele sabe que precisa do lixo, pois é capaz de transformá-lo em adubo composto, para que este possa novamente se transformar em alface, pepino, rabanete e flores. Ao praticar os ensinamentos, você é uma espécie de jardineiro, um jardineiro orgânico.
Tanto a raiva quanto o amor possuem uma natureza orgânica, o que significa que ambos podem mudar. O amor pode se transformar em ódio. Você sabe muito bem disso. Muitos de nós começamos os relacionamentos com um amor muito intenso. Tão intenso que acreditamos que não conseguiremos sobreviver sem nosso parceiro. No entanto, se não estivermos plenamente conscientes, um ou dois anos são suficientes para que o amor se transforme em ódio. Então, na presença do nosso parceiro, nós nos sentimos muito mal. Viver juntos se torna impossível, e a única saída passa a ser o divórcio. O amor se transformou em ódio, nossa flor virou lixo. Mas, com a energia da plena consciência, você pode olhar para o lixo e afirmar: “Não estou com medo. Sou capaz de transformar o lixo novamente em amor.”
Se enxergar em si mesmo os elementos do lixo, como o medo, o desespero e o ódio, não entre em pânico. Na qualidade de um bom jardineiro orgânico, de uma pessoa que pratica bem os ensinamentos, você tem condições de enfrentar essa situação: “Reconheço que existe lixo em mim. Vou transformar e esse lixo num adubo composto capaz de fazer meu amor reaparecer.”